Abruptos...

Vai longa a história. No domingo passado José Pacheco Pereira, eurodeputado do PSD, criticou num texto publicado na sua página pessoal de internet o discurso de rentrée do CDS.
Vinte e quatro horas depois o porta-voz do CDS, António Pires de Lima, veio dizer que Pacheco Pereira tinha «uma obsessão com Paulo Portas» e que «cada vez que Pacheco Pereira escreve sobre Paulo Portas parece perder metade dos neurónios».
Hoje há novidades.
Pacheco Pereira volta à carga, com ironia e remoque. No abrupto defende-se dos ataques do CDS, com o seguinte parágrafo: «Agora mais a sério, e aquecendo os meus neurónios até ao limite: o estilo, em política, tem conteúdo e o conteúdo do recado do porta-voz é também típico da linguagem da extrema-direita. Malcriado, agressivo, não falando da substância das críticas que fiz, mas atacando-me pessoalmente. Os historiadores e os politólogos conhecem a «trademark», a assinatura deste estilo, quer à esquerda, quer à direita».
O texto restante da resposta de Pacheco Pereira é irónico, e começa com a frase «hoje de manhã acordei com metade dos meus neurónios a funcionar» - alusão directa à invectiva do porta-voz do PP.
Mais à frente o eurodeputado afirma: «Tanto quanto eu sei, é a primeira vez que em Portugal um partido político faz uma proclamação deste tipo sobre um cidadão português. Ele há a classe A, os que têm os neurónios todos; a classe B, os que, como eu, só têm metade; e os de classe C, sem neurónios nenhuns, para eliminar (...)»

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