Em Portugal sensivelmente 9% da população é analfabeta, embora desde 1840 exista escolaridade obrigatória, inicialmente de 3 anos e apenas para rapazes e desde 1870 alargada tambem às raparigas. Embora tendo sido um país pioneiro, quase 1 milhão de portugueses não seriam capazes de ler este blog. Para isso contribuiram 40 anos de uma ditadura que impediu algumas gerações de terem acesso aquilo que já no seculo XIX tinha sido fornecido, através de uma politica liberal. Dentro de alguns anos devido a factores intrínsecos da própria vida esta percentagem diminuirá para niveis residuais. O actual governo inovou colocando a escolaridade obrigatória em 12 anos, mas será que isso vai significar gerações futuras mais letradas e cultas? Ou significará apenas daqui a 170 anos , embora tenhamos sido inovadores, termos indices inferiores a quem nos precedeu? Mais do que legislar é preciso fomentar. Actualmente a escolaridade obrigatória está nos 9 anos e existem ainda milhares de jovens que não o concluem, sendo muito superior o número de desistências no ensino secundário. Não seria mais lógico em vez de pretendermos dar uma imagem para o exterior de país desenvolvido que se tivessem desenvolvido mais mecanismos para permitir uma efectiva diminuição de abandonos e penalizar quem ainda hoje em dia recorre ao trabalho infantil?
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