Ensino superior

O que não vale ser filha de um ministro, estará a pensar a filha do Martins da Cruz, ministro dos negócios estrangeiros!
O amigo do pai e também ministro, neste caso do ensino superior, Pedro Lynce, autorizou que a filha do colega entrasse pelo regime especial que se destina a funcionários portugueses de missão diplomática no estrangeiro e familiares que os acompanhem. Contudo, neste caso, desde Abril de 2002 que Martins da Cruz trocou a Embaixada de Madrid pelo cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros. No regresso a Portugal, trouxe a mulher e a filha, que fez todo o 12º ano já em Lisboa. Logo teria que se ter candidatado as vagas gerais!!
A filha do ministro solicitou um regime para o qual não apresentava as condições: nem o pai estava colocado no estrangeiro, nem a aluna completou o secundário fora do país. Ainda assim, foi invocando esta cláusula que conseguiu um lugar no curso de Medicina.
Como não reunia as condições necessárias, a aluna precisou de uma autorização especial e enviou à Direcção Geral do Ensino Superior (DGES) um requerimento a pedir uma excepção ao regime.
Mas o próprio director da DGES, Luís Filipe Requicha Ferreira, precisou de um parecer superior e a excepção para a filha do chefe da diplomacia portuguesa foi aprovada pelo ministro da Ciência e do Ensino Superior.
"Concordo com a metodologia proposta que deve ser adoptada em casos semelhantes", escreveu Pedro Lynce na carta enviada pelo director-geral Requicha Ferreira, autorizando desta forma vergonhosa que a filha do amigo entrasse sem sequer ter de fazer qualquer prova!!!
O ministro do ensino superior criou até um precedente que acaba por considerar que este tipo de situações devem ser regra!!
E esta, hein??

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