Canção Coimbra

Fui a Coimbra, especialmente para assistir à apresentação do primeiro trabalho discográfico do grupo de fados "Canção de Coimbra" no Teatro Gil Vicente. Confesso que não era grande apreciador de fado de Coimbra até à data ! O Cd chama-se "Prospecção" ! Comprem já !( Guterres, não te esqueças da minha comissão )


Está tudo dito ! (II)


Ryanair

People, tá a reservar ! Encontramo-nos em Londres !

Está tudo dito !


Esgrima

Como ex-praticante, na extinta secção de Esgrima do glorioso Vilanovense FC, tenho a dizer que o fotógrafo esteve bem ! Infelizmente não tenho os créditos para deixar aqui...
É bem provável que tenha sido considerado toque simultâneo...

Contraditório para a S&P já!

in expresso on-line

Contraditório para a S&P já!


O que se passou na sexta-feira é inadmissível e exige uma nova intervenção pública, tão desassombrada e acutilante como a primeira, do ministro dos Assuntos Parlamentares, Rui Gomes da Silva. Na primeira, como se sabe, o resultado foi o afastamento de Marcelo Rebelo de Sousa dos seus comentários nas noites de domingo na TVI, pelo ódio que destilava ao primeiro-ministro, segundo Gomes da Silva. Mas agora o perigo vem de fora.
Explico-me. Na sexta-feira, uma das mais prestigiadas agências de notação financeira, a Standard & Poor's, reviu em baixa a sua perspectiva para a evolução da economia portuguesa e ameaçou descer os «ratings» da dívida pública portuguesa em 2005. Motivo: as fraquezas na proposta de lei do Orçamento do Estado para 2005, que é considerado «uma oportunidade perdida para acelerar e implementar a reforma orçamental». Ora estas aleivosias são perigosas porque visam denegrir a acção deste Governo (como Marcelo fazia) e mostram o enorme ódio que alguém da S&P tem ao primeiro-ministro e, eventualmente, ao ministro das Finanças. Além disso, tudo assenta em falsidades, meias mentiras e invenções completas, como Marcelo fazia. Sim, porque num Governo que elaborou um Orçamento tão bom, tão bom, tão bom, que tira aos ricos e dá aos pobres, reduz impostos e aumenta salários e pensões, e, ainda por cima, mantém ou reduz mesmo o défice, não pode ser acusado de não cumprir todas as boas regras de elaboração de um orçamento num período de alguma recuperação económica. Um Orçamento assim não pode ser de uma grande opacidade, como vários economistas queixinhas, como Silva Lopes, Teodora Cardoso, Miguel Beleza, Vítor Bento e João Ferreira do Amaral, foram dizer ao Presidente da República.

É verdade que a dívida pública ultrapassa os 60% e chega a 62%; e que a redução de meio ponto percentual anualmente deixa de ser cumprida - dois dos critérios exigidos por Bruxelas. Mas só isso não justifica o arrazoado da S&P, que deixa implícito que as taxas de juro aplicadas à dívida pública, bem como às empresas públicas (e, no final, a todos os que pedem empréstimos à banca), podem vir a subir em 2005 se o «rating» entretanto descer. O que vale é que, no final de mais um longo dia de trabalho, o ministro das Finanças veio sossegar-nos a todos, dizendo que o Governo prossegue a consolidação orçamental e uma política de rigor nas finanças públicas. Em qualquer caso, como há o risco da Standard & Poor's não acreditar, eu sugiro que o ministro Rui Gomes da Silva faça uma comunicação ao mundo, dizendo que é inadmissível que a S&P nos dê as notas que entende por uma questão de ódio ao primeiro-ministro e sem se verificar o princípio do contraditório. E se o presidente da S&P perceber que este Governo lhe pode estragar o negócio, veremos se não metem a viola no saco e até nos aumentam o «rating» da República no próximo ano.

Amazónia e o petróleo

Caros... achei que, apesar de se ter passado já em 2000, este momento merecia a (re)divulgação.


E eu acrescento que a sabedoria não tem nacionalidade. Ela é fruto da inteligência, da reflexão e da experiência...
Não sei nada sobre as fontes referidas neste e-mail...Mas, seja qual for o contexto em que tenha sido apresentado...está bem pensado.

"Discurso" do Ministro Brasileiro de Educação nos EUA!
Este "discurso" merece ser lido, afinal não é todos os dias que um Brasileiro dá um "baile" educadíssimo aos Americanos...
Durante um debate numa universidade nos Estados Unidos o ex-governador do actual Ministro da Educação CRISTOVAM BUARQUE, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazónia (ideia que surge com alguma insistência nalguns sectores da sociedade americana e que muito incomoda os brasileiros).
O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um Brasileiro.

Esta foi a resposta do Sr. Cristovam Buarque:
"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra internacionalização da Amazónia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse património, ele é nosso.
Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazónia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.
Se a Amazónia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro...
O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazónia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extracção de petróleo e subir ou não o seu preço.
Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado.
Se a Amazónia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não po! de ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país.
Queimar a Amazónia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais.
Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.
Antes mesmo da Amazónia, eu gostaria de ver a internacionalização detodos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo génio humano. Não se pode deixar esse património cultural, como o património natural Amazónico, sejamanipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país.
Não faz muito tempo, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria tersido internacionalizado.
Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milénio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.
Se os EUA querem internacionalizar a Amazónia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos também todos os arsenais nucleares dos EUA.
Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.
Nos seus debates, os actuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a ideia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo ! tenha possibilidade de COMER e de ir à escola.
Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como património que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazónia.Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um património da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar, que morram quando deveriam viver.
Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo.
Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazónia seja nossa. Só nossa! "
ESTE DISCURSO NÃO FOI PUBLICADO. AJUDE-NOS A DIVULGÁ-LO
Porque acho que é muito importante.
E, mais ainda, porque foi censurado.